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Teoria do caos e a importância da diversificação

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Na sociedade atual, vivemos diariamente sob a influência de mudanças estruturais, tais quais podem ser representadas por ciclos econômicos, fenômenos esses que são intrínsecos a história e a própria atividade econômica. Com esse viés de tantas mudanças, uma importante ferramenta para o controle de risco e aproveitamento de oportunidades é a diversificação de uma carteira de investimentos.

Quando tratamos de investimentos, temos que entender que esses estão correlacionados com a economia de todo um país ou até de maneira global, pois a economia é baseada na produção de bens e serviços de modo que qualquer pequena mudança pode provocar um “efeito borboleta” (1), ou seja, influenciar o curso natural das coisas. Talvez a pandemia do covid-19 possa ser um exemplo recente. Um investidor inteligente não somente precisa se proteger daquilo que conhece, mas se proteger daquilo que ainda se desconhece. Antes de entrarmos a fundo sobre as questões da diversificação, vamos entender o que é a teoria do caos e os ciclos econômicos.

1 Efeito borboleta é um termo que se refere à dependência sensível às condições iniciais dentro da teoria do caos. Este efeito foi analisado pela primeira vez em 1963 por Edward Lorenz. Segundo a cultura popular, a teoria apresentada, o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo.

Teoria do Caos

A teoria do caos é baseada na ideia de que uma pequena mudança no início de um evento qualquer pode trazer consequências desconhecidas e inimagináveis. Esses eventos então seriam imprevisíveis e caóticos. Essas pequenas mudanças podem alterar a vida por completo, iniciando uma sequência única de eventos.

No início da década de 1960, um meteorologista americano, Edward Lorenz, descobriu que fenômenos aparentemente simples possuem comportamentos caóticos. Lorenz chegou a essa conclusão após realizar um teste de simulação de massas de ar. Na simulação, Edward, modificou os números que alimentavam o programa, com apenas casas decimais a menos, o meteorologista esperava que essas mudanças não gerassem tanto impacto, porém, a pequena modificação levou a grandes mudanças. 

Foi justamente aí que o meteorologista afirmou que era como se “o bater de asas de uma borboleta no Brasil causasse, tempos depois, um tornado no Texas”. Com o passar do tempo, essa imprevisibilidade, segundo os cientistas, aparecia em quase tudo, inclusive as cotações da Bolsa de Valores. A teoria ganhou mais força na década de 70, quando o polonês Benoit Mandelbrot, um matemático, notou que as equações de Edward coincidiam com as que ele próprio havia desenvolvido, quando criou os fractais, figuras que retratam a geometria da natureza, como o relevo do solo e as ramificações das veias e artérias. Os estudos realizados por Edward e Benoit indicavam que o caos está na essência de tudo, moldando o universo.

Ciclos econômicos

Um ciclo econômico é caracterizado por flutuações que ocorrem na economia, em que se transitam períodos de recuperação e prosperidade, com períodos de estagnação ou recessão.

Uma linha de pensamento da escola monetarista de economia, afirma que os ciclos econômicos estão diretamente ligados a linhas de crédito. Mas como assim? As mudanças nas taxas de juros provocam efeitos diretos sobre as atividades de crédito em um país, dessa forma as pessoas podem contribuir de maneira mais positiva ou mais negativa para economia.

Entenda:

Quando as taxas de juros se encontram em um patamar baixo, a atividade de crédito normalmente é aquecida, o que leva com que o se tenha mais dinheiro na economia, fazendo com que a inflação suba. Já quando as taxas de juros se encontram em um patamar elevado, essa atividade de crédito fica escassa, fazendo com que a atividade econômica do país diminua, de maneira com que o dinheiro circule menos. Os ciclos econômicos sempre transformaram grandes marcos na história da economia e a compreensão deles pode ser de grande valia para boas oportunidades.

A diversificação:

Uma coisa é certa, independentemente do momento em que o país ou o mundo está passando, uma das ferramentas chaves do investidor inteligente: a diversificação. A diversificação em um portfólio de investimentos é um tema muito comum no universo dos investimentos a qual muitos investidores têm dado cada vez mais atenção, principalmente após os efeitos do coronavírus nas bolsas mundiais. Muitos são aqueles que ainda não compreendem a importância dessa “ferramenta”, e estamos aqui para isso, para mostrar a real importância, como ela funciona e as consequências em uma carteira de investimentos.

O que é – importância:

A diversificação é uma ferramenta que funciona como um gerenciamento de risco, visando distribuir o capital investido em uma variedade de investimentos dentro de um portfólio. Você já ouviu a expressão “nunca coloque todos os ovos na mesma cesta”? essa expressão é importante, pois se a cesta estiver furada, você ainda terá ovos para fazer um omelete, o que eu quero dizer com isso? A ideia é diluir o risco dos investimentos, pois o equilíbrio é a chave para o sucesso, esse também é um conselho para a vida, não deposite todas as suas fichas em uma única aposta. É assim que a diversificação funciona, ela reduz o risco de um portfólio de investimentos, pois a ideia central é de que as performances positivas de alguns ativos neutralizem as baixas ocorridas provenientes de outras aplicações.

Falamos aqui da parte de proteção, mas a diversificação tem outros benefícios. Destaca-se que uma carteira construída sobre diferentes tipos de investimentos, pode acabar produzindo maiores retornos para uma carteira, afinal, não podemos prever o futuro, logo, com a diversificação, torna-se mais fácil acertar os grandes cavalos na “corrida da rentabilidade”.

Outro ponto a se destacar a respeito da diversificação, é que ela é uma ferramenta capaz de reduzir a volatilidade de um portfólio, justamente porque se equaliza os investimentos com diferentes ativos, classes, setores etc. Contudo é importante ressaltar que para que se possa usufruir dos benefícios dessa tática, os ativos não podem ser correlacionados entre si, ou seja, quando os ativos possuem uma dependência entre si.

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