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Fundo Garantidor de Crédito (FGC); Entenda o que é e para que serve

2 minuto/s de leitura

Não é tão simples sair da mesmice e apostar em uma opção diferente quando se trata de investimentos. Além disso, também não é fácil dar um salto nos investimentos, como por exemplo, sair da poupança. Então, se você quer rendimentos maiores, mas sem abrir mão da segurança no investimento (mesmo se houver quebra do banco ou da corretora) fique ligado na FGC, uma sigla muito importante de que trataremos a seguir.

FGC: O que significa?

Esta sigla significa Fundo Garantidor de Créditos. O FGC é uma entidade que administra uma proteção para correntistas e investidores. A entidade permite a recuperação de valores até R$ 250 mil em depósitos ou créditos em instituições financeiras, caso ocorra falência, intervenção ou liquidação.

O FGC é uma instituição privada, sem fins lucrativos. Os associados são a Caixa Econômica Federal, os bancos, as sociedades de crédito, financiamento, investimento e crédito imobiliário, as companhias hipotecárias e as associações de poupança. Para quem investe, o Fundo Garantidor de Créditos representa a segurança de que seu dinheiro estará seguro ainda que aconteça a falência de uma instituição financeira.

Como funciona o FGC?

No Fundo Garantidor de Créditos, os associados repassam mensalmente um percentual de suas contas para o fundo. Caso ocorra alguma falência ou intervenção em uma instituição financeira, esse valor é utilizado para quitar o que for devido a correntistas e investidores.

Que tipos de investimento o FGC garante?

É evidente que a garantia do FGC não cobre todos os tipos de aplicações. São estes alguns dos investimentos garantidos pelo fundo, por exemplo:

Caderneta de poupança;

Depósitos em conta corrente;

Certificados de depósito bancário;

Letras de câmbio;

Letras imobiliárias;

Letras hipotecárias;

Letras de crédito imobiliário (LCI);

Letras de crédito do agronegócio (LCA).

E o que o FGC não garante?

Qualquer crédito que ultrapasse o limite garantido de R$ 250 mil por pessoa por instituição financeira. Alguns exemplos:

Letras Financeiras (semelhante ao CDB);

Debêntures;

Fundos de investimento;

Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI);

Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA);

Tesouro Direto;

Aplicações na bolsa de valores.

O que você precisa saber sobre o FGC

  • Conta conjunta: o limite garantido de R$ 250 mil não é duplicado. O teto é o mesmo. Sendo assim, em uma conta com dois titulares, o limite é de R$ 125 mil para cada.
  • CNPJ: o FGC não garante proteção para contas empresariais, somente para pessoas físicas.
  • Prazo de pagamento: há um prazo máximo de seis meses, porém, a média é de três meses de espera.
  • Caso haja quebra geral dos bancos: mesmo contando com mais de R$ 60 bilhões em garantia para o mercado, é possível que uma quebra geral supere a capacidade pagadora do fundo. Porém, consegue cobrir casos isolados.

O fundo surgiu em 1995 e ele foi construído e é mantido a partir de aportes mensais de seus associados. Sua proteção fica cada vez mais forte conforme o tempo passa. O limite garantido pelo FGC já foi alterado três vezes:

Em 2006: R$ 60 mil.

Em 2010: aumentado para R$ 70 mil.

Em 2013, o valor chegou aos atuais R$ 250 mil.

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