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Ricardo Eletro se prepara para maior recuperação fiscal da história do setor

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A Ricardo Eletro, varejista do grupo Máquina de Vendas, apresentou na última quarta-feira (14) o seu plano de recuperação judicial. Trata-se da maior recuperação judicial já feita no setor varejista, a empresa tem dívidas na casa dos R$4 bilhões e cerca de 20 credores.

A Ricardo Eletro, antes considerada a terceira maior força do setor varejista, fechou mais de 400 lojas pelo país. Suas maiores concorrentes, Via Varejo e Magazine Luiza, porém, apresentam resultados excelentes durante o ano de 2020. A Magazine Luiza é a segunda maior alta do ano na B3, com suas ações valorizadas em 120% durante 2020. É esperado ainda que a Ricardo Eletro mantenha um número próximo de 100 lojas físicas no país, mudando o foco da companhia para a venda em plataformas digitais.

Para executar seu ambicioso plano de recuperação judicial, a Ricardo Eletro mira o deságio de até 85% de seus débitos. Os credores sem garantia real e com valores a receber de até R$3.500 receberão R$1.500 em até dois anos a partir do início da recuperação judicial da empresa. Demais credores devem começar a receber seus pagamentos via excedentes do caixa mínimo da Ricardo Eletro, de R$100 milhões.

As negociações com credores ainda precisam ser confirmadas e, caso as condições de pagamento sejam aceitas, os pagamentos serão efetuados após a empresa quitar suas dívidas com credores “estratégicos”. Os credores estratégicos, de forma geral, são fornecedores que mantém o abastecimento dos estoques da Ricardo Eletro e, em contrapartida, serão privilegiados no momento de pagamento das dívidas.

Outra estratégia considerada pela Ricardo Eletro para custear o pagamento de dívidas é a venda de ativos da empresa. Imóveis pertencentes à Máquina de Vendas serão reunidos em blocos para facilitar o processo de venda dos mesmos. Também não está descartada a hipótese de usar os ativos de forma mais direta, ou seja, como forma de pagamento aos credores.

Em nota, o CEO da Ricardo Eletro, Pedro Bianchi, afirmou que o objetivo é a criação de uma companhia nova, com um foco nos meios digitais para se adaptar às mudanças do mercado. Bianchi ainda informou que pretende estender essa nova companhia ao redor do país com representantes espalhados pelo Brasil e um novo site, com uma meta de 4 milhões de acessos mensais.

Imagem em destaque: Jornal de Brasília/reprodução

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