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A briga de Rodrigo Maia (DEM) pela presidência da Câmara continua. O político busca um aliado para lançar uma candidatura, além de tentar viabilizar uma possível reeleição.

Enquanto isso, o governo federal segue atrasado em apresentar planos de imunização da população contra COVID-19. O atraso movimentou o Supremo Tribunal Federal (STF), que começou a votar ações desenvolvidas por partidos da oposição.

Esses e outros destaques você confere agora.

GOVERNO FEDERAL BRIGA POR ALIADO NA CÂMARA, ENQUANTO MAIA TENTA ACHAR SUCESSOR

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), está buscando fervorosamente por um aliado que ele possa indicar para a presidência da Câmara. Com a saída do político da cadeira mais importante da Câmara dos Deputados, a disputa é entre o governo federal, que deve apoiar a candidatura de Arthur Lira (PP), do Centrão, e Maia, que busca aliados.

A disputa é importantíssima, pois o presidente da Câmara define projetos votados e é o segundo na cadeia sucessória da Presidência da República, depois do Vice. Uma eventual candidatura de Arthur Lira traria tranquilidade ao governo federal, que troca farpas com Rodrigo Maia desde o início de seu mandato na Câmara, em 2019.

Arthur Lira, porém, já enfrenta denúncias do Ministério Público Federal de estar à frente de um esquema de “rachadinha” quando o político era da Assembleia Legislativa de Alagoas. Segundo o MPF, os desvios passaram de R$ 250 milhões entre 2001 e 2007.

No lado de Maia, o político tenta viabilizar a reeleição. O Supremo Tribunal Federal (STF) já sinalizou em votos de Toffoli e Alexandre de Moraes que a reeleição do político para a presidência da Câmara é possível. O PTB havia apresentado em agosto deste ano uma ação que impediria a reeleição da presidência da Câmara. Gilmar Mendes e Nunes Marques, porém, defendem que apenas uma reeleição aconteça. Essa decisão impediria Maia, que está no seu segundo mandato.

Em resposta ao STF, partidos do Centrão fizeram um documento de repúdio contra a reeleição da presidência da Câmara. Em uma das partes do documento: “Um Congresso Nacional forte é aquele que respeita os ideais da temporalidade dos mandatos e do revezamento da direção das suas respectivas Casas. Mudar esse curso histórico fere o princípio constitucional da vedação ao retrocesso democrático e se constituiu em um casuísmo tacanho que não combina com a tradição do Supremo Tribunal Federal, guardião dos princípios da República Federativa do Brasil e sempre atento à harmonia e ao equilíbrio institucional contra atitudes individualistas de extrapolação e excessos do exercício do poder”.

A carta na manga de aliados de Arthur Lira pode estar em um dos ministros do STF. Se caso um dos ministros solicitar votação em plenário físico, adiando a decisão, a reeleição de Maia ficaria inviabilizada. A eleição do comando da Câmara acontece no primeiro dia de fevereiro.

ATRASO NA APRESENTAÇÃO DE UM PLANO DE VACINAÇÃO MOVIMENTA O STF

Comparado aos grandes colegas econômicos, como Europa e EUA, o Brasil está atrasado em desenvolver um plano de imunização da sua população contra COVID-19. Como mostramos ontem, o país ainda não definiu que empresa ficará encarregada de distribuir o imunizante, além de enfrentar problemas logísticos e farpas políticas.

Em resposta a esse atraso, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, votou a favor da proposta que solicita que o governo federal apresente, em até 30 dias, um plano de imunização da população. A ação levada ao Supremo é dos partidos do PT, PSOL, Cidadania, PC do B e PSB.

Esta e outra ação que trata sobre vacinação contra COVID-19 começaram a ser votadas na madrugada desta sexta-feira (4). A outra ação é do Rede, que questiona o presidente Jair Bolsonaro pelo episódio em que ele desautorizou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Na ocasião, o ministro havia dito em outubro que o Brasil iria comprar 46 milhões de doses da vacina CoronaVac, que é desenvolvida pelo Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. Na época, o Bolsonaro respondeu ao ministro dizendo que “não compraremos vacina da China”.

O atraso das ações do governo federal não afeta apenas a área da saúde. A pasta da Economia ainda não soube dizer com clareza se teremos a extinção do auxílio emergencial, criado para atender a população informal do país durante a pandemia. Embora Guedes tenha sinalizado que o programa deve acabar neste ano, a alta de casos de COVID-19 no país coloca a fala de Guedes em cheque. Além disso, a incerteza quanto ao auxílio afeta outros planos da pasta, como o programa de microcrédito, reformas fiscais, e o Renda Cidadã, que substituiria o Bolsa Família.

Segundo dados do CONASS, que publica diariamente dados de número de óbitos e novos casos do vírus, diversos estados brasileiros já registram altas no número de internações nas últimas semanas. O país registrou na quinta-feira (3) 776 mortes por COVID-19. O número de óbitos no país já passa de 175.000.

O atraso nas decisões do governo federal afeta a área da saúde e economia brasileira, e por fim a população, que ainda sofre com as consequências da pandemia.


Saiba mais

Indecisões do governo sobre programas sociais marcam o mês de novembro


AGENDA

O leilão da CEB Distribuição ocorre pela manhã na B3.

Às 10h30 da manhã, devem sair os aguardados dados sobre a geração de emprego e balança comercial dos EUA.

BOLSAS E CÂMBIO

O mercado europeu continua seguindo a tendência de alta provocada pelo otimismo com a vacina contra COVID-19. O Reino Unido deve começar a usar a vacina da Pfizer (PFE), com parceria da BioNTech (BNTX) para imunizar os seus cidadãos na semana que vem.

Setores de energia e farmacêuticos ajudaram na alta dos principais índices do continente, que pela manhã não apresentaram nenhuma baixa.

Às 8h da manhã:

  • STOXX 600 (STOXX): +0,21%, indo a 392,55 pontos
  • DAX (GDAXI): +0,03%, indo a 13.257,45 pontos
  • FTSE 100 (FTSE): +0,87%, indo a 6.546,55 pontos
  • CAC 40 (FCHI): +0,43%, indo a 5.598,35 pontos
  • FTSE MIB (FTMIB): +0,57%, indo a 22.132,50 pontos

O anúncio de que a Pfizer (PFE) vai mandar apenas metade das doses prometidas até o fim do ano provocou quedas nas bolsas asiáticas, que no final da sessão fecharam com sua maioria em alta.

A Pfizer (PFE) havia prometido 100 milhões de doses até o fim deste ano. Por problemas no abastecimento, vai entregar só 50 milhões.

  • Hang Seng (HK50): +0,40%, indo a 26.835,92 pontos
  • KOSPI (KS11): +1,31% , indo a 2.731,45 pontos
  • Shanghai Composto (SSEC): +0,07%, indo a 3.444,58 pontos
  • Nikkei 225 (N225): -0,22%, indo a 26.751,24 pontos
  • Shanghai Shenzhen CSI 300 (CSI300): +0,18%, indo a 5.065,92

As bolsas nos EUA aguardam os dados sobre trabalho no país. A expectativa é saber se a nova alta nos casos de COVID-19 afetou a geração de emprego. Só ontem, o país registrou mais de 3.100 mortes, um recorde de número de óbitos por COVID-19.

O mercado também foi influenciado pelo anúncio de que a Moderna (MRNA) pretende distribuir 20 milhões de doses de sua vacina nos EUA.

Às 8h da manhã:

  • Nasdaq 100 Futuros subiu +0,36%, indo a 12.507,62 pontos
  • Dow Jones Futuros subiu +0,45%, indo a 30.067,0 pontos
  • S&P 500 Futuros subiu +0,34%, indo a 3.677,12 pontos

O Dólar e o Euro caem ante ao Real na manhã desta quarta-feira (02):

  • Às 9h05, o Dólar caiu -0,21%, a R$ 5,14
  • Às 9h05, o Euro caiu -0,01%, a R$ 6,25

Foto: Agência Brasil / Divulgação

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