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Fique por dentro dos principais destaques desta segunda-feira (14)

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Depois de meses marcados pelo atraso, o governo federal apresentou ao STF o plano oficial de imunização da população brasileira. O documento já rendeu repúdios no final de semana, quando técnicos consultados pelo Ministério da Saúde disseram não terem sido consultados para a aprovação final do plano.

O mercado global deve ter um início de semana otimista. Além da chegada das primeiras doses da Pfizer (PFE) no Canadá, investidores estão otimistas quanto a aprovação de um novo pacote fiscal nos EUA. O mercado também está de olho nas negociações do Brexit, que por enquanto indicam que devem terminar com saldo positivo.

Esses e outros destaques você confere agora.

GOVERNO FEDERAL APRESENTA PLANO DE VACINAÇÃO AO STF

Se existe uma palavra para resumir o governo federal no fim deste ano, é atraso. Pautas importantes, como as reformas fiscais e a extensão, ou extinção, do auxílio emergencial, ainda não tem conclusão definitiva, além de outros programas sinalizados pelo governo federal que ainda não viram luz do dia. O problema desse atraso é que essas pautas precisam ser resolvidas para que o país comece 2021 com saldos positivos na economia, além de ficar abaixo do teto de gastos.

Um destes atrasos do governo federal é quanto a um plano de vacinação da população contra COVID-19. Em um primeiro momento talvez pareça que nada tenha a ver com a pasta econômica, mas para que a normalidade volte, e que não precisemos de novos lockdowns e restrições, é preciso que exista um plano de imunização. O país já tem 181 mil óbitos pela doença.

Na sexta-feira (11), o governo finalmente entregou ao STF um plano nacional de vacinação da população brasileira contra COVID-19, assinado por 150 pesquisadores da área. O documento foi divulgado oficialmente no sábado (12), tem 94 páginas e pode ser lido na íntegra aqui.

O documento não apresenta uma data definitiva do início da imunização no país, mas deve acontecer no primeiro semestre de 2021, começando por grupos prioritários. O plano deixa claro que para uma data ser definida, uma das vacinas candidatas deve ser aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Sobre a ausência de uma data para o início da imunização, a pasta disse: “Apresentar uma data, especificar um imunobiológico e apresentar informações sem a devida identificação de uma vacina aprovada pela Anvisa, não condiz com as práticas de segurança e eficiência do Programa Nacional de Imunizações da pasta, que não trabalha com fulcro em especulações desprovidas de confirmações técnicas e científicas”.

A primeira fase de imunização da população segue um padrão adotado por outros países, e deve ter 108,3 milhões de doses disponíveis. O grupo prioritário é composto por profissionais da área de saúde, seguido de pessoas acima dos 80 anos, idosos de 75 a 79, e idosos acima de 60 anos que vivem em asilos. Posteriormente, a população indígena deve ser vacinada.

O documento, porém, não está livre de polêmicas. Assim que o plano foi divulgado, 36 pesquisadores que assessoraram o Ministério da Saúde, e que constam no documento final enviado ao STF, assinaram uma nota conjunta no sábado (12), dizendo não terem sido consultados antes da aprovação do plano. Além disso, o grupo diz que o documento final sequer foi apresentado à eles.

Em parte da nota divulgada pelo grupo:

“O grupo técnico assessor foi surpreendido no dia 12 de dezembro de 2020 pelos veículos de imprensa que anunciaram o envio do Plano Nacional de Vacinação da COVID-19 pelo Ministério da Saúde ao STF. Nos causou surpresa e estranheza que o documento no qual constam os nomes dos pesquisadores deste grupo técnico não nos foi apresentado anteriormente e não obteve nossa anuência. Importante destacar que o grupo técnico havia solicitado reunião e manifestado preocupação pela retirada de grupos prioritários e pela não inclusão de todas as vacinas disponíveis que se mostrarem seguras e eficazes.”

Em resposta a nota divulgada pelos pesquisadores, o Ministério da Saúde disse que os especialistas não têm qualquer poder de decisão sobre o plano apresentado, e que atuaram como “convidados especiais” nos debates.

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou neste domingo (13) que o governo apresente uma data definitiva de início e término da imunização em até 48h.

MAIA DEVE ANUNCIAR HOJE NOME QUE APOIARÁ PARA A PRESIDÊNCIA DA CÂMARA

Após uma semana de derrotas de Rodrigo Maia (DEM), que teve a reeleição barrada pelo Supremo Tribunal Federal, o político deve anunciar hoje o nome que apoiará oficialmente para a cadeira da Câmara dos Deputados. Os nomes favoritos até o momento são Aguinaldo Ribeiro (PP) e Baleia Rossi (MDB).

O futuro nome apoiado por Maia vai disputar a cadeira de presidência da Câmara contra Arthur Lira (PP), candidato apoiado pelo governo federal, e Marcos Pereira, do Republicanos.

Arthur Lira já conta com apoio de 8 partidos e 160 parlamentares. Na semana passada, em tentativa de superar Lira, Maia montou um bloco formado por 6 partidos e 154 deputados.

As eleições para a presidência da Câmara são importantes para o prosseguimento das pautas defendidas pelo governo federal. Um aliado na cadeira significa uma estabilidade maior para Bolsonaro, que troca farpas com Maia desde o início do seu mandato.

PRIMEIRAS DOSES DA VACINA DA PFIZER CHEGAM NO CANADÁ

Semana passada, na quarta-feira (9), o Canadá se tornou o terceiro país a aprovar a vacina da Pfizer (PFE), em parceria com a BioNTech (BNTX), para imunizar a população contra COVID-19.

A vacinação no Canadá deve começar já na próxima semana, e as primeiras 30 mil doses já chegaram no país.

De acordo com o governo do país, o imunizante deve ser oferecido de forma gratuita a toda a população. O Canadá já comprou 56 milhões de doses da vacina da Moderna (MNA), e 20 milhões da Pfizer (PFE).


Saiba Mais

A pandemia no Brasil


AGENDA

Às 8h25: Boletim Focus divulgado pelo Banco Central (BC).

Às 15h: dados sobre a balança comercial brasileira semanal.

BOLSAS E CÂMBIO

O início da semana não poderia ser melhor para o mercado europeu. Os avanços da vacina da Pfizer (PFE), agora aprovada no Canadá, Estados Unidos e Reino Unido, impulsionou o mercado do continente, que espera por uma recuperação econômica e a volta da normalidade.

Além disso, indícios da aprovação de um novo pacote fiscal nos EUA, e uma possível conclusão positiva das negociações do Brexit, ajudaram a manter o otimismo dos investidores.

Às 8h da manhã:

  • STOXX 600 (STOXX): +0,94%, indo a 393,80 pontos
  • DAX (GDAXI): +1,12%, indo a 13.261,70 pontos
  • FTSE 100 (FTSE): +0,31%, indo a 6.567,24 pontos
  • CAC 40 (FCHI): +1,08%, indo a 5.567,12 pontos
  • FTSE MIB (FTMIB): +1,14%, indo a 21.950,50 pontos

O mercado asiático fechou com seus principais índices em alta.

Ontem, o Banco do Japão (BoJ em inglês) sinalizou uma recuperação econômica mais forte no país, além de um bom sentimento entre as empresas. Isso, somado às boas expectativas quanto às vacinas, ajudou os índices a fecharem com saldo positivo.

  • Hang Seng (HK50): -0,44%, indo a 26.389,52 pontos
  • KOSPI (KS11): +0,28% , indo a 2.762,20 pontos
  • Shanghai Composto (SSEC): +0,66%, indo a 3.369,12 pontos
  • Nikkei 225 (N225): +0,30%, indo a 26.732,44 pontos
  • Shanghai Shenzhen CSI 300 (CSI300): +0,92%, indo a 4.934,84

Há meses, o mercado norte-americano espera pela aprovação de um novo pacote fiscal no país. Hoje, mais uma vez, os índices futuros do país seguem tendência de alta depois da sinalização de uma possível aprovação do pacote.

Um grupo bipartidário de parlamentares deve apresentar hoje um pacote de US$ 908 bilhões, dependendo depois do congresso para ser aprovado.

Às 8h da manhã:

  • Nasdaq 100 Futuros: +0,43%, indo a 12.421,88 pontos
  • Dow Jones Futuros: +0,74%, indo a 30.156,0 pontos
  • S&P 500 Futuros: +0,64%, indo a 3.676,88 pontos

O Dólar e o Euro caem ante ao Real na manhã desta segunda-feira (14):

  • Às 9h05, o Dólar caiu -0,47%, a R$ 5,04
  • Às 9h05, o Euro caiu -0,16%, a R$ 6,12

Foto: Reuters / Divulgação

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