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As disputas na Câmara e Senado terminaram no primeiro turno. Arthur Lira (PP) e Rodrigo Pacheco (DEM) devem presidir as Casas, que agora contam com suas lideranças aliadas ao Governo Federal. Uma das prioridades da presidência da Câmara é conversar com o Senado a respeito da aprovação de um novo programa social.

A vitória na Câmara é vantajosa para o Planalto, pois facilita que propostas do Governo Federal sejam pautadas dentro da Casa.

Esses e outros destaques você confere agora.

ARTHUR LIRA VENCE NA CÂMARA, RODRIGO PACHECO GANHA NO SENADO

A disputa pelas cadeiras na Câmara dos Deputados e Senado oficialmente acabou ontem (01). Sem surpresas, no Senado, Rodrigo Pacheco (DEM) levou a maioria. Na Câmara dos Deputados, uma inusitada vitória em primeiro turno de Arthur Lira (PP), após uma semana intensa de campanhas que envolveram até o Planalto.

Em seu primeiro discurso, Rodrigo Pacheco clamou por uma Casa independente, e reiterou a importância das reformas:

“As votações de reformas que dividem opiniões, como a reforma tributária e a reforma administrativa, deverão ser enfrentadas com urgência, mas sem atropelo. O ritmo dessas e de outras reformas importantes será sempre definido em conjunto com os líderes e com o plenário desta Casa”, disse Pacheco.

Pacheco recebeu 57 votos contra Simone Tebet (MDB), que recebeu 21 votos. Embora o político tenha apoio do Governo Federal, vários membros da oposição declararam apoio a candidatura, como o PT.

Na Câmara dos Deputados, Arthur Lira levou a melhor sobre seu rival, Baleia Rossi (MDB). Foram 302 votos a 145, não precisando ir ao segundo turno.

A última semana da disputa na Câmara dos Deputados foi intensa. Com o envolvimento direto do Planalto, R$ 3 bilhões em verba foram liberados a 250 deputados e 33 senadores, para obras em seus respectivos redutos eleitorais. Grande parte deles declararam apoio à Lira. Além disso, o Governo Federal é acusado de distribuir cargos a congressistas de apoio à Lira.

Em discurso emocionado de despedida, Rodrigo Maia disse a respeito dos méritos da Casa para aprovar medidas, como a PEC da Guerra, que ajudaram o país a enfrentar a pandemia.

A vitória de Lira é um alívio para o Governo Federal, que agora tem um aliado na principal cadeira da Câmara. Com o parlamentar na liderança, as agendas das pastas, como as da Economia, são mais facilmente pautadas, e a possibilidade de impeachment contra Bolsonaro fica cada vez mais baixa.

Em seu primeiro ato como Presidente da Casa, Lira anulou a votação para cargos da mesa da Câmara. Mesmo com Maia tendo validado o registro, a justificativa de Lira é que o bloco de Rossi foi registrado fora do prazo.

Lira também dissolveu o bloco formado por Rodrigo Maia (DEM) e Baleia Rossi (MDB), contando com PT, MDB, PSDB, PSB, PDT, Solidariedade, PCdoB, Cidadania, PV e Rede. Na prática, os atos fortalecem Lira na Casa, retirando o PT, por exemplo, da Primeira Secretaria da Câmara.

Em seu primeiro discurso, Arthur Lira falou da importância do prosseguimento das reformas fiscais no país, lamentou as mortes por COVID-19 no país, e disse propor uma uma pauta emergencial para lidar com a pandemia:

“Irei propor ao novo presidente do Senado uma ideia geral que chamo de Pauta Emergencial, para encaminharmos os temas urgentes que exigem decisões imediatas. O que fará parte dessa pauta? Não serei eu que irei dizer. Seremos nós, todos nós, todas as instâncias desta Casa, o Colégio de Líderes, as bancadas, respeitando a proporcionalidade. E iremos travar esse debate com os demais poderes. De forma transparente. E coletiva. Sempre coletiva”, disse Lira em discurso.

LIRA DEVE CONVERSAR COM PACHECO SOBRE NOVO PROGRAMA SOCIAL

O recém eleito Presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), deve conversar com Rodrigo Pacheco (DEM) a respeito de um novo programa social no país, desde que se respeite os limites fiscais, como o teto de gastos. Lira também quer montar a Comissão Mista do Orçamento (CMO) o mais rápido possível, para que a União tenha um orçamento para 2021.

“Temos que tomar atitudes emergenciais. Esse será nosso foco nos primeiros dias de mandato. Desde o ano passado, defendemos a criação de um novo programa social que seja inclusivo e com um valor correto”, disse Lira ontem ao Valor Econômico.

Segundo o parlamentar, a aprovação de medidas emergenciais para lidar com a pandemia é fundamental para que o país “destrave” e encaminhe para o futuro.


Saiba mais

Indecisões do governo sobre programas sociais marcam o mês de novembro


AGENDA

Às 9h: Dados sobre a produção industrial no país são publicados pelo IBGE. Serão publicados dados referentes ao mês de dezembro, e referentes ao ano de 2020 inteiro.

BOLSAS E CÂMBIO

Os bons resultados de Wall Street ajudaram a manter os índices europeus registrando altas nesta terça-feira (02). Com o frenesi da GameStop (GME) esfriando, investidores do continente retomam o otimismo quanto às vacinas contra COVID-19 e uma forte recuperação econômica.

Às 8h da manhã:

  • STOXX 600 (STOXX): +1,28%, indo a 405,89 pontos
  • DAX (GDAXI): +1,33%, indo a 13.803,20 pontos
  • FTSE 100 (FTSE): +0,71%, indo a 6.512,25 pontos
  • CAC 40 (FCHI): +1,79%, indo a 5.559,68 pontos
  • FTSE MIB (FTMIB): +1,37%, indo a 22.124,50 pontos

Além do crescente otimismo quanto às vacinas, apesar dos atrasos, os índices asiáticos fecharam com saldos positivos após uma reunião do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, com líderes da oposição. Eles discutem a possibilidade de mais pacotes fiscais para o país.

  • Hang Seng (HK50): +1,23%, indo a 29.248,70 pontos
  • KOSPI (KS11): +1,32% , indo a 3.096,81 pontos
  • Shanghai Composto (SSEC): +0,81%, indo a 3.533,68 pontos
  • Nikkei 225 (N225): +0,97%, indo a 28.362,17 pontos 
  • Shanghai Shenzhen CSI 300 (CSI300): +1,54%, indo a 5.501,09 pontos

Às 8h da manhã, os mercados futuros apresentam resultados positivos:

  • Nasdaq 100 Futuros: +0,94%, indo a 13.360,75 pontos
  • Dow Jones Futuros: +0,85%, indo a 30.366,0 pontos
  • S&P 500 Futuros: +0,93%, indo a 3.800,88 pontos

Acompanhe as cotações do Dólar e o Euro na manhã desta terça-feira (02):

  • Às 9h05, o Dólar caiu -0,53%, a R$ 5,42
  • Às 9h05, o Euro caiu -1,33%, a R$ 6,49

Foto: Agência O Globo / Divulgação

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