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Como planejar sua independência financeira

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Bom, a primeira coisa que precisamos deixar claro aqui é o conceito de independência financeira, que causa bastante confusão. Muitos veem a independência financeira como o ato de arcar com suas próprias despesas. Porém, na verdade isso é se tornar adulto. Ser independente financeiramente significa não precisar trocar seu tempo por dinheiro, ou seja, não precisar mais trabalhar para ter o seu sustento.

Essa ideia é colocada tão distante da nossa realidade, que nem mesmo cogitamos um dia deixar de trabalhar a não ser quando alcançarmos a tão sonhada aposentadoria. E é por isso, que trabalhamos durante 35 anos, em alguns casos insatisfeitos, pra lá na frente descobrir que a aposentaria não será suficiente para manter o seu padrão de vida. Quando isso acontece só restam duas alternativas: você será forçado a diminuir – e muito – o seu custo de vida ou terá que continuar trabalhando.

– “Mas eu não quero parar de trabalhar”.

Tudo bem, você não precisa parar. A grande questão é que, sendo independente, você poderá escolher se quer ou não continuar atuando na sua atividade remunerada. É o poder de escolha que você vai adquirir. Muitas pessoas passam anos e anos em um emprego que não gostam porque dele vem o seu sustento. Mas existe uma oportunidade de fazer o que você realmente gosta, sem se preocupar com a insegurança de que aquilo pode dar errado.

– “Certo, já entendi. Mas como me planejo para alcançar minha independência financeira?

Vamos lá, a primeira coisa que você precisa saber é qual o seu custo de vida, pois baseado nesse valor você saberá qual montante precisará acumular para receber rendimentos que sejam suficientes para subsidiar suas despesas. Se você ainda não sabe qual o seu custo de vida, faça um exercício de registrar todas as entradas e saídas pelo menos durante um mês.  O ideal seria fazer isso por um período maior para obter a média dos gastos, que será um valor mais preciso.

Se você sabe qual é o seu custo de vida, e ele é igual ou até mesmo maior do que suas receitas, cuidado! Sinto informar que essa realidade não te pertence. Para se adequar você precisará reduzir seus gastos ou aumentar sua renda. Não tem mágica. Caso você esteja nessa situação, infelizmente você terá que “arrumar a casa” para depois começar a construção da sua independência financeira.

Sabendo seu custo de vida, agora você precisará saber em quanto tempo pretende “se aposentar” por conta própria. A partir do prazo você poderá começar a analisar qual investimento lhe dará o retorno necessário para acumular o montante estabelecido dentro do tempo que você escolheu. Com esses dados, você pode fazer um planejamento mensal de aplicações. E se em um primeiro momento parecer difícil, lembre-se que os juros compostos e o tempo estão a seu favor.

Ser independente financeiramente, em outras palavras, significa viver de renda passiva, que é quando você não precisa fazer absolutamente nada e que o dinheiro estará “pingando” na sua conta. A ideia da renda passiva se assemelha muito a uma árvore frutífera, você não precisa se esforçar, pois saberá que os frutos estarão ali disponíveis para seu consumo. Porém entenderá que para que essa árvore crescesse até o ponto de dar frutos, foi necessário plantar e cuidar durante um período. Trazendo essa ideia para o mundo das finanças, os rendimentos seriam os frutos que você colherá sem gastar a sua energia, e o plantio e cuidado será gerir suas finanças e seus investimentos periodicamente.

– “Tá bom, mas quais investimentos e cuidados com as finanças eu preciso ter?”

Dentre os investimentos que geram renda passiva, temos os títulos de renda fixa que pagam cupons semestrais, onde o rendimento volta para você a cada seis meses enquanto o valor inicial continua investido. Na renda variável teremos as ações de empresas pagadoras de dividendos e também os fundos imobiliários que pagam aluguéis mensais. Mas nada impede que você utilize outros tipos de investimentos com um fluxo diferente. Basta se planejar.

Sobre os cuidados necessários, você precisa ser constante e não se submeter ao “efeito sanfona”, que é quando você não consegue fazer uma aplicação mensal ou até mesmo precisa gastar parte daquele dinheiro e acaba desistindo. Essas situações devem ser evitadas, mas caso ocorram saiba contorná-las sem abandonar o seu plano. E viva sempre um degrau abaixo. Se necessário busque uma renda extra.

Segundo a psicologia econômica, ao guardar dinheiro para nós mesmos, o cérebro não reconhece a nossa imagem no futuro e assemelha essa prática a dar dinheiro para um estranho, pois o ser humano é imediato e tem dificuldade de se projetar no longo prazo. Mas lembre-se de que todo o esforço atual é na verdade um presente para você mesmo não ter que passar por situações de escassez quando estiver com idade avançada. E vale lembrar também que a expectativa de vida do brasileiro aumentou, então sim, você provavelmente atingirá uma idade avançada.

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Sobre o autor
Bacharel em Engenharia Elétrica e especialista em Engenharia de Produção (PUC-MG), me interessei pelo mercado financeiro em 2016 e desde então não paro de me aprofundar. Atualmente tenho Certificação de Especialista em Investimentos pela Associação Brasileira de Entidades do Mercado Financeiro e de Capitais (ANBIMA). Atuo com Mentora e Consultora Financeira com foco em pessoas físicas. Incentivo a busca e o desenvolvimento Educação Financeira como estratégia para a independência, liberdade de escolha e qualidade de vida.
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