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A contribuição da escola para o desenvolvimento da educação financeira no Brasil

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Dentro de algumas escolas privadas a educação financeira já faz parte do currículo, ao contrário das escolas públicas onde o assunto é abordado como tema transversal, ou seja, que conversa com diversas disciplinas do ensino fundamental e médio. A inserção da discussão da temática, possibilita aos estudantes a capacidade de compreender e concretizar suas noções em finanças e estar se preparando para as diversas fases da vida.

Em 2011 foi finalizado o estudo piloto da ENEF (Estratégia Nacional de Educação Financeira), que concluiu que o ensino da Educação Financeira é efetivamente transformador na vida dos alunos e de suas famílias. Como resultado, a partir de 2012 o tema passou a ser incluído como assunto multidisciplinar, ainda de forma não obrigatória, em todas as escolas públicas do Brasil, do segundo ao nono ano, com material apostilado e programa de qualificação dos professores.

Frequentemente, alunos e até mesmo professores confundem a disciplina da Matemática Financeira com Educação Financeira. Porém ao se falar sobre finanças pessoais, não estamos falando somente dinheiro, mas também de comportamento, hábitos e emoções. Enquanto a matemática é baseada em conteúdos técnicos exatos e fórmulas numéricas.

O sistema educacional tradicional deixa a desejar nesse quesito. A inserção da disciplina deveria fazer parte do currículo, pois os alunos são educados para desenvolverem habilidades profissionais, enquanto as habilidades financeiras não são exploradas. Dotar de conhecimentos e informações sobre finanças contribui para a qualidade de vida pessoal e coletiva, além de promover um desenvolvimento saudável na economia.

Quando a criança, desde cedo, tem contato com mundo do dinheiro, guiado pela família e pela escola, ele correrá menos riscos de se endividar por estar criando hábitos e competências de se prevenir contra futuras surpresas que podem acontecer ao longo da sua vida. Além disso, acaba desenvolvendo um “filtro” para as armadilhas e tentações da mídia e do marketing, que intensificam o consumo da população brasileira.

Atualmente, segundo dados fornecidos pela B3 (Brasil, Bolsa, Balcão), existem aproximadamente 3,7 milhões de usuários cadastrado na bolsa de valores, o que representa percentualmente menos de 2% do número de habitantes do país. Esses dados refletem o quanto o hábito de investir é uma prática distante para a grande maioria dos brasileiros.

Os dados anteriores podem estar associados não somente à falta de recursos financeiros e seu gerenciamento, mas também à disseminação de crenças limitantes relacionadas ao dinheiro. Boa parte das pessoas nem mesmo consideram a possibilidade de investir por acreditarem que esta possibilidade está fora do seu alcance ou que para isso devem ter grandes reservas financeiras, o que não é verdade, pois com valores a partir de um real já existem opções de investimento.

Dessa forma, a Educação Financeira inserida nas escolas e nas famílias deve tratar a quebra de pensamentos que limitam a busca pelo crescimento patrimonial apoiada no investimento em ativos financeiros. Investir deve ser visto como uma forma de usar o tempo e juros compostos a favor da multiplicação do dinheiro poupado.

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Sobre o autor
Bacharel em Engenharia Elétrica e especialista em Engenharia de Produção (PUC-MG), me interessei pelo mercado financeiro em 2016 e desde então não paro de me aprofundar. Atualmente tenho Certificação de Especialista em Investimentos pela Associação Brasileira de Entidades do Mercado Financeiro e de Capitais (ANBIMA) e  de Analista CNPI-T credenciada pela Apimec. Atuo como Especialista em Investimentos e Educadora Financeira.
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