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GIRO INTERNACIONAL: Com vacinação lenta, Rússia enfrenta novo pico da pandemia; Keiko Fujimori é investigada por irregularidades na campanha; saiba mais sobre nova lei na Espanha, novo imposto corporativo global e o mercado internacional

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COM VACINAÇÃO LENTA, RÚSSIA ENFRENTA NOVO PICO DA PANDEMIA

Nesta terça-feira (07), o governo da Rússia anunciou que o país registrou 737 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas. O número é um novo recorde para o país desde que a pandemia se iniciou, no ano passado.

Atualmente, a Rússia enfrenta uma onda de casos da variante delta do novo coronavírus, detectada inicialmente na Índia, a cepa mais contagiosa e letal do vírus a surgir até o momento. Desde o início da pandemia, a Rússia é o quinto país que mais registrou casos de Covid-19 no mundo, mas esta foi a primeira vez que mais de 700 óbitos pela doença foram registrados em um único dia.

O país registrou, ao todo, aproximadamente 5,6 milhões de casos de Covid-19 até hoje, com 137 mil óbitos pela doença. A Rosstat, agência estatal de dados, contabiliza que, entre mortes diretas e indiretas, a pandemia de Covid-19 causou 270 mil óbitos no país até abril deste ano.

Um dos principais motivos apontados para o novo pico da doença na Rússia é o andamento do processo de imunização contra a doença no país. A população russa não aderiu como esperado aos imunizantes, resultando em um baixo número de doses aplicadas até o momento.

A Rússia é o nono país mais populoso do mundo, com aproximadamente 146 milhões de habitantes. No entanto, apenas 26,1 milhões de russos foram se vacinar, o equivalente a menos de 18% da população do país. O número de pessoas totalmente vacinadas é de apenas 18,2 milhões, o equivalente a 12,5% dos russos.

O governo  havia estabelecido a meta de vacinar 60% da população até agosto, um objetivo que já admite ter falhado em atingir. Em estudo recente, apurou-se que 54% dos russos pretendem não vacinar, mostrando ceticismo da população quanto à vacina.

Para tentar estimular maior adesão por parte da população, o governo russo vem apresentando uma série de vantagens para aqueles que optarem por se vacinar. Um “passe sanitário” foi criado, permitindo que vacinados frequentem bares e restaurantes na capital do país, Moscou.

O prefeito da cidade, Sergei Sobianin, estipulou ainda a meta de vacinar 60% dos trabalhadores do setor de serviços até o final de agosto. Aqueles que se recusarem a tomar a vacina correm o risco de receber suspensões por parte do governo.

Mesmo com nova escalada da pandemia no país, o governo se recusa a adotar novas medidas de distanciamento social.

KEIKO FUJIMORI É INVESTIGADA POR IRREGULARIDADES NA CAMPANHA

Nesta segunda-feira (06), um procurador peruano iniciou investigação contra Keiko Fujimori, candidata à presidência do Peru. O procurador investiga a ligação de Keiko com Vladimiro Montesinos, ex-assessor de inteligência peruano acusado de tentar subornar o tribunal eleitoral do país em favor da candidata.

A candidata negou ter qualquer ligação com o escândalo, que foi a público após o vazamento do áudio de ligações feitas por Montesinos para membros do tribunal eleitoral do Peru. Segundo os áudios, o ex-assessor tentou, de dentro da cadeia, subornar o tribunal para reverter a eleição, encerrada no dia 6 de junho deste ano.

Fujimori alega ser vítima de perseguição por parte do procurador que a investiga. A candidata também afirma que os áudios foram plantados por Montesinos e aliados para lhe prejudicar a partir da denúncia de lavagem de dinheiro.

“O procurador que já pediu minha prisão quatro vezes volta ao ataque abrindo investigação pelos áudios armados por Montesinos e seus amigos me acusando de lavagem de dinheiro”, afirmou a candidata.

Montesinos está preso desde 2006. Ele foi assessor de segurança da presidência peruana ao longo do governo do ex-presidente Alberto Fujimori, pai de Keiko Fujimori. O ex-assessor foi condenado por diversos crimes, relacionados à corrupção e violação dos direitos humanos.

Na contagem de votos, o vencedor das eleições presidenciais no Peru foi o socialista Pedro Castillo. O direito peruano, porém, exige que todas as pendências legais sejam resolvidas antes de declarar um vencedor nos pleitos. Castillo não se manifestou sobre a abertura da investigação contra sua adversária, que também é acusada de receber propina da empresa brasileira Odebrecht para suas campanhas em 2012 e 2016.

Atualmente, existem diversos pedidos de impugnação das eleições peruanas, a maioria fruto de denúncias da candidata Keiko Fujimori. Keiko e seus aliados, no entanto, ainda não apresentaram nenhuma prova concreta de fraudes nas eleições. Na noite de sexta-feira (2), o governo peruano negou o pedido de auditoria internacional feito pela candidata.

GOVERNO DA ESPANHA ENDURECE LEIS CONTRA VIOLÊNCIA SEXUAL

O governo da Espanha apresentou ao congresso nesta terça-feira um projeto de lei que passa a considerar sexo não consensual estupro no país. A proposta é apenas uma parte de uma reforma na legislação do país contra violência sexual, que inclui também novas penalidades e medidas de apoio a vítimas.

Esse modelo de lei ficou conhecido na Europa como “sim é sim”, onde todo sexo não consensual é enquadrado como estupro. Na Europa, 11 países já adotam o “sim é sim” na sua legislação contra a violência sexual.

Na atual lei vigente na Espanha, há a exigência de ocorrência de agressões físicas ou de intimidação para enquadrar um crime por estupro. Caso contrário, o caso é tratado como abuso sexual, onde as penas são mais brandas do que em casos de estupro.

O projeto foi apresentado no aniversário de cinco anos do episódio que ficou conhecido como “La Manada”, que ocorreu durante o festival de touros de Pamplona. Na ocasião, cinco homens estupraram uma menina de 18 anos de idade. Os acusados foram condenados pelo crime de abuso sexual, pois os procuradores não conseguiram provar que os homens usaram de violência para abusar da vítima.

O caso gerou uma enorme onda de protestos da Espanha, com manifestantes exigindo a reforma da legislação no país para crimes de violência sexual. O projeto apresentado hoje é inspirado em um texto apresentado em março de 2020, mas que não foi para frente. A nova lei proposta pelo governo ainda precisa da aprovação parlamentar para entrar em vigor.


Saiba mais

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G20 APOIARÁ IMPOSTO CORPORATIVO GLOBAL

Nesta terça-feira, o ministro de Finanças da França, Bruno Le Maire, afirmou que o G20 está preparado para apoiar o projeto do novo imposto corporativo global. A mudança na tributação para empresas multinacionais.

A reforma na tributação corporativa global já tem o apoio de mais de 140 países. A nova alíquota, que incidirá sobre os lucros das multinacionais, deve ser de pelo menos 15%. O apoio político dos ministros do G20 é crucial para que a reforma saia do papel.

Os detalhes técnicos, segundo Le Maire, serão debatidos com a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), e os detalhes de um provável acordo devem ser esclarecidos antes da próxima reunião do bloco econômico, em outubro. Autoridades de diversos países têm, inclusive, sinalizado para uma alíquota superior a 15%. 

Segundo fontes ouvidas pela agência Reuters nesta terça, a secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, deve pressionar os demais membros do G20 por uma alíquota superior.

Na semana passada, o ministro de Finanças da Argentina, Martín Guzmán, defendeu a criação do imposto corporativo global. O argentino, no entanto, o tributo deveria ser de pelo menos 20%, com 25% sendo a alíquota ideal na sua visão.

BOLSAS E CÂMBIO

A terça-feira foi de maus resultados no mercado acionário internacional. Com as bolsas de ressaca pelo feriado nos EUA ontem e de olho na crise diplomática na Opep +, tivemos uma onda de resultados negativos na maioria dos índices do exterior.

Confira os números do mercado europeu:

  • STOXX 600 (STOXX): -0,52% (455,98)
  • DAX (GDAXI): -0,96% (15.511,38)
  • FTSE 100 (FTSE): -0,89% (7.100,88)
  • CAC 40 (FCHI): -0,91% (6.507,48)
  • FTSE MIB (FTMIB): -0.84% (25.227,92)

Na Ásia, o dia foi de resultados mistos, com alguns índices tendo pregões positivos nesta terça. Confira os números do mercado asiático:

  • Hang Seng (HK50): -0,27% (28.074,00)
  • KOSPI (KS11): +0,36% (3.305,21)
  • Shanghai Composto (SSEC): -0,11% (3.530,26)
  • Nikkei 225 (N225): +0,16% (28.643,21)
  • Shanghai Shenzhen CSI 300 (CSI300): -0,05% (5.083,10)

Nos EUA, a exceção foi a Nasdaq, que conseguiu fechar o pregão em alta, descolando do Dow Jones e S&P 500. Confira os números do mercado norte-americano:

  • Dow Jones (DJI): -0,60% (34.577,37)
  • S&P 500 (SPX): -0,20% (3.343,54)
  • Nasdaq Composto (IXIC): +0,17% (14.663,60)

Confira a cotação das principais moedas estrangeiras:

  • Dólar: Dólar: +2,39% (R$ 5,20)
  • Euro: +2,09 (R$ 6,15)

Imagem em destaque: G1 / divulgação

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