Giro Internacional

China tenta controlar novo surto da variante Delta; CDC dos Estados Unidos reduz grau de risco de viagens ao Brasil; mercado internacional e mais

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CHINA TENTA CONTROLAR NOVO SURTO DA VARIANTE DELTA 

Duas grandes cidades do sudeste da China entraram em regime de confinamento nesta quarta-feira (14). Putian e Xiamen, na província de Fujian, são os focos do surto mais recente de Covid-19 no país e têm, juntas, mais de 8 milhões de habitantes. 

A cidade de Putian, onde o surto começou, fechou parcialmente o comércio e proibiu a saída dos cidadãos para outras cidades por motivos não essenciais. Para deixar Putian, será ainda necessário apresentar um teste negativo para Covid-19 feito até 48 horas antes da partida. Também está suspenso o funcionamento de salões de xadrez, cinemas, teatros, cafés e bares, bibliotecas, museus, cinemas e academias. 

Foram confirmados cerca de 100 casos de Covid-19 na cidade de Putian e aproximadamente 30 casos assintomáticos da doença. Na China, os casos só são considerados confirmados com a presença de sintomas, como febre ou dor de cabeça. O governo local afirmou que 100% da população da cidade será testada com objetivo de rastrear todos os casos na região. 

Xiamen, cidade portuária com cerca de 5 milhões de habitantes, também registrou um surto de Covid-19. A cidade registrou 32 novos casos da doença nas últimas 24 horas, com autoridades chinesas afirmando que o surto pode se espalhar por outras regiões da China. 

Em Xiamen, foram canceladas as comemorações do Festival de Meio de Outono também conhecido como Festival da Lua. Está suspenso o serviço de ônibus a longa distância, e apenas viajantes com teste negativo para Covid-19 poderão ter acesso ao aeroporto da cidade. Estão ainda proibidos eventos com aglomeração de público, como casamentos. 

Desde 2020, a China adota uma política de tolerância zero com a Covid-19, com cidades e províncias entrando em confinamento durante surtos da doença. O país confirmou até aqui 95.248 mil casos sintomáticos e 4.636 mortes por Covid-19. 

O processo de imunização na China também está em estágio avançado. O país já administrou mais de 2 bilhões de doses de vacinas contra a Covid-19 e, ao todo, 67% dos chineses já estão completamente imunizados contra à doença. No entanto, a vacinação ainda não avançou entre crianças e adolescentes, por isso a contaminação em escolas e creches preocupa as autoridades chinesas. 

CDC DOS ESTADOS UNIDOS REDUZ GRAU DE RISCO DE VIAGENS AO BRASIL 

Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) revisou nesta segunda-feira (13) o grau de alerta de viagens para diversos países do mundo. O Brasil, que estava no nível 4 (muito alto), passou para o nível 3 (alto). A redução do nível de risco se deve à diminuição do número de casos e mortes por Covid-19 à medida que a vacinação avança no país. 

A classificação do CDC varia do nível 1 (baixo) até o nível 4 (muito alto) e é feita de acordo com o número de casos para cada 100 mil habitantes registrados nas últimas quatro semanas. Na categoria de nível 3, estão incluídos os países que tiveram entre 100 e 500 casos por 100 mil. 

Para viajar aos países de risco nível 3, o CDC recomenda que os viajantes garantam que estão completamente imunizados antes das viagens. Afeganistão, Albânia, Sérvia, Belize e Lituânia entraram para a categoria de nível 4, para onde as viagens são contraindicadas. 

O CDC, no entanto, orientou que todas as viagens internacionais sejam evitadas a menos que o cidadão esteja totalmente vacinado. “Viajantes totalmente vacinados têm menos probabilidade de contrair e disseminar a Covid-19. No entanto, viagens internacionais apresentam riscos adicionais, e mesmo os viajantes totalmente vacinados podem ter maior risco de contrair e possivelmente espalhar algumas variantes da Covid-19”, aponta a entidade. 

PRIMEIRO-MINISTRO DO HAITI É INVESTIGADO POR ASSASSINATO DE PRESIDENTE 

O procurador-geral do Haiti, Bed-Ford Claude, pediu ao juiz responsável pela investigação do assassinato do presidente Jovenel Moïse que denuncie o primeiro-ministro do país, Ariel Henry, como suspeito pelo crime. 

Em uma carta ao juíz Garry Orelien, Claude apontou que os registros telefônicos mostram que Henry entrou em contato com um dos principais suspeitos do crime na noite do assassinato do presidente haitiano. O PGR ainda solicitou que Henry seja impedido de deixar o país. 

“Existem elementos comprometedores suficientes para processar Henry e pedir sua acusação direta”, apontou Claude na carta.  

Ariel Henry teria trocado diversos telefonemas com Joseph Felix Badio, ex-diretor da unidade anticorrupção do Ministério da Justiça do Haiti e apontado como um dos principais suspeitos do crime. Atualmente, Badio está foragido. 

Na última sexta-feira (10), o PGR já havia convidado Henry para prestar um depoimento e explicar o motivo de suas ligações com Badio. No sábado (11), Badio chamou as acusações de Claude de “divisionárias”. 

“Fique tranquilo, pois nenhuma distração, nenhuma convocação ou convite, nenhuma manobra, nenhuma ameaça, nenhum combate de retaguarda me distrairá de minha missão”, apontou o premiê. 

Em outro tweet, Henry afirmou que os responsáveis pelo assassinato de Moïse serão julgados e que a justiça será feita. “Os verdadeiros culpados, os autores intelectuais, os co-autores e os patrocinadores do assassinato hediondo do presidente Jovenel Moise serão encontrados, levados à Justiça e punidos por seus crimes”. 

Então presidente em exercício do Haiti, Jovenel Moïse foi assassinado a tiros em um ataque a sua casa no dia 7 de julho. A primeira-dama, Martine Moïse, também foi baleada, mas sobreviveu ao atentado. 

TALIBÃ AGRADECE COMUNIDADE INTERNACIONAL POR AJUDA HUMANITÁRIA 

O novo ministro de Relações Exteriores do Haiti, Amir Khan Muttaqi, agradeceu nesta terça-feira pela ajuda humanitária prometida. A Organização das Nações Unidas (ONU), anunciou previamente uma ajuda de US$ 1,2 bilhão para mitigar a crise econômica e social vivida pelo país árabe. 

“O Emirado Islâmico fará o seu melhor para entregar essa ajuda às pessoas necessitadas de uma forma completamente transparente”, apontou Muttaqi em sua fala. Ele ainda aproveitou o espaço para pedir colaboração dos Estados Unidos com o processo de reconstrução do país. “Os EUA são um grande país, eles têm de ter um grande coração. 

O chanceler afegão afirmou que a ajuda internacional não deve ser politizada. Cerca de um terço do Afeganistão, país com 37 milhões de habitantes, depende de ajuda externa para se alimentar. Segundo, Muttaqi, os EUA deveriam retribuir a colaboração do Talibã. Segundo ele, o grupo trabalhou para facilitar a retirada das tropas norte-americanas do país.  

“O Emirado Islâmico ajudou os Estados Unidos ao facilitar as operações de retirada. Mas, em vez de agradecer, falam de impor sanções ao nosso povo”, apontou. Desde assumiu o poder do país, o Talibã tem se referido ao Afeganistão como ‘Emirado Islâmico do Afeganistão’.  

O Afeganistão está sob controle do Talibã desde o dia 15 de agosto, quando forças do grupo extremista tomaram a capital do país, Cabul, após algumas horas de cerco. O grupo extremista executou uma ofensiva relâmpago, avançando pelo território afegão e tomando controle de mais de 10 capitais provinciais do país. Atualmente, a única região onde ainda há resistência armada ao Talibã no Afeganistão é a província de Panjshir. 

BOLSAS E CÂMBIO 

Confira os números do mercado europeu: 

  • STOXX 600 (STOXX): -0,01% (467,64) 
  • DAX (GDAXI): +0,14% (15.722,99) 
  • FTSE 100 (FTSE): +0,49% (7.034,06) 
  • CAC 40 (FCHI): -0,36% (6.652,97) 
  • FTSE MIB (FTMIB): +0,39% (26.027,07) 

Confira os números do mercado asiático: 

  • Hang Seng (HK50): -1,21% (25.502,23)  
  • KOSPI (KS11): +0,67% (3.148,83)  
  • Shanghai Composto (SSEC): -1,42% (3.662,60)  
  • Nikkei 225 (N225): +0,73% (30.670,10) 
  • Shanghai Shenzhen CSI 300 (CSI300): –1,49% (4.917,16)   

Confira os números do mercado norte-americano: 

  • Dow Jones (DJI): -0,84% (34.577) 
  • S&P 500 (SPX): -0,57% (4.443) 
  • Nasdaq Composto (IXIC): +0,04% (13.659) 

Confira a cotação das principais moedas estrangeiras: 

  • Dólar: +0,65% (R$ 5,25)  
  • Euro: +0,63% (R$ 6,20) 

Imagem em destaque: O Globo / divulgação 

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