Internacional

Argélia fecha espaço aéreo para Marrocos; Maduro afirma que Venezuela é vítima de perseguição; mercado internacional e mais

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ARGÉLIA FECHA ESPAÇO AÉREO PARA MARROCOS 

Nesta quarta-feira (22), o governo da Argélia anunciou que fechou o seu espaço aéreo para aeronaves (civis ou militares) de Marrocos. A decisão é mais um capítulo na conturbada relação entre os dois países africanos. Em agosto, a Argélia já havia anunciado o rompimento de relações diplomáticas com a nação, por conta de “provocações e práticas hostis” vindas de Marrocos. 

A decisão já é válida e engloba todos os voos civis e militares marroquinos, além de valer também para todas aeronaves com matrícula feita em Marrocos. Segundo apuração feita pelo jornal El País, uma fonte anônima ligada à companhia Royal Air Maroc apontou que a medida impacta 15 linhas aéreas da empresa, que ligam Marrocos ao Egito, Tunísia e Turquia. O fechamento do espaço aéreo, no entanto, não deve ter grande impacto na rotina das companhias, já que os voos podem ser feitos no Mediterrâneo. 

A relação entre a Argélia e Marrocos está estremecida desde o ano passado, com acusações por parte da Frente Polisário — movimento que luta pela unificação da região do Saara Ocidental — de que Marrocos teria rompido com o acordo de cessar-fogo assinado em 1991. Por conta da pandemia, as fronteiras aéreas entre os dois países estão fechadas por determinação do governo argelino desde março deste ano, ainda sem previsão de reabertura das mesmas. 

“Os voos entre os dois países não foram retomados e os argelinos que quiserem ir a Marrocos transitam por Túnis”, apontou uma fonte ligada à companhia Air Algérie para a agência RTP. A Argélia reabriu suas fronteiras com diversos países em junho, mas Marrocos não estava na lista de países contemplados. 

No dia 24 de agosto, a Argélia anunciou o rompimento das relações com Marrocos. O Alto Conselho de Segurança da Argélia acusa as autoridades argelinas de envolvimento nos incêndios florestais que devastaram o norte do país. 

MADURO AFIRMA QUE VENEZUELA É VÍTIMA DE PERSEGUIÇÃO 

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, discursou ontem na Assembleia Geral das Nações Unidas. Em sua fala, o Maduro afirmou que o país é vítima de uma “perseguição econômica” e exigiu o fim imediato das sanções contra a Venezuela. 

O discurso do chefe do Executivo venezuelano foi enviado em forma de vídeo para a Organização das Nações Unidas (ONU). Com receio de ser preso ao pisar em solo estadunidense, Nicolás Maduro optou por não viajar para Nova York. Sobre ele, existem acusações de terrorismo e narcotráfico em trânsito nos Estados Unidos. 

“A Venezuela denuncia uma campanha feroz, uma agressão permanente e sistemática por meio de sanções econômicas, financeiras, petrolíferas e cruéis; por meio de uma perseguição ao direito à liberdade econômica de que todos os povos do mundo deveriam gozar”, apontou o presidente venezuelano.  “É uma perseguição financeira, monetária, comercial, econômica, enérgica, sistemática, cruel e criminosa. A Venezuela levanta a voz para denunciá-la aos povos do mundo”. 

Nicolás Maduro estava há um ano e meio sem deixar a Venezuela. No último dia 18, ele compareceu na reunião da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), um evento que marca o início de um diálogo entre Maduro e seus opositores na Venezuela. Em sua fala, Maduro agradeceu aos esforços do secretário-geral da ONU, António Guterres, e enfatizou a importância do diálogo com seus opositores. 

“Agradeço o apoio do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, ao processo de diálogo do México e peço todo o apoio das Nações Unidas para que o processo de diálogo no México avance para novos acordos parciais e para um acordo global de fortalecimento da paz, da soberania e da prosperidade integral da Venezuela”, afirmou. 

O presidente, no entanto, não poupou a oposição de críticas. Mesmo salientando a importância do diálogo e promovendo um processo de pacificação da política venezuelana, Maduro chamou seus opositores de extremistas, reforçando algumas acusações feitas no passado. 

“Há um processo de diálogo muito importante, que visa que os setores mais importantes e extremistas da oposição, que buscavam um golpe na Venezuela e promoveram uma invasão estrangeira de nossas terras, que prepararam planos para me assassinar, (para) que esses setores extremistas voltem à política, à Constituição e ao caminho eleitoral”, declarou. 

PAÍSES DO G4 PEDEM REFORMA DO CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU 

(Agência Brasil) O ministro das Relações Exteriores, Carlos França, se reuniu ontem (22) com os demais chanceleres dos países do G4, grupo formado por Alemanha, Brasil, Índia e Japão, durante a 76º sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nos Estados Unidos. Em comunicado conjunto, eles defenderam a urgência da reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas. 

Para eles, as mudanças no órgão podem torná-lo “mais legítimo, eficaz e representativo, ao refletir a realidade do mundo contemporâneo, incluindo países em desenvolvimento e os principais contribuintes”. O conselho é um importante órgão da ONU responsável pela segurança coletiva internacional. 

No biênio 2022-2023, o Brasil ocupará um assento não permanente na entidade, mas os países do G4 são candidatos a uma cadeira definitiva. Atualmente, o Conselho de Segurança é integrado apenas pelos Estados Unidos, Inglaterra, França, Rússia e China. 

De acordo com o comunicado, os ministros do G4 confirmaram o comprometimento de todos os chefes de Estado e governo em “injetar vida nova nas discussões sobre a reforma do Conselho de Segurança” e celebraram, ainda, a prontidão do secretário-geral da ONU, António Guterres, em oferecer o apoio necessário à reforma. O documento de elementos, preparado pelas cofacilitadoras das Negociações Intergovernamentais, também apresentou avanços, com atribuições parciais das posições e propostas dos Estados-membros do conselho. 

A determinação do grupo, agora, é trabalhar para o lançamento, “sem delongas”, das negociações e de um documento único e consolidado, que servirá de base para projeto de resolução. “Os ministros decidiram intensificar o diálogo com todos os Estados-membros interessados, incluindo outros países e grupos alinhados à defesa da reforma do conselho, com o objetivo de buscar conjuntamente resultados concretos em um prazo determinado”, fiz o comunicado. 

Para os ministros do G4, a reforma do Conselho de Segurança da ONU deve acontecer por meio do aumento de ambas as categorias de assentos, permanentes e não-permanentes, “de modo a habilitar o conselho a lidar com a complexidade e os crescentes desafios à manutenção da paz e segurança internacionais, e assim, exercer seu papel de maneira mais efetiva”. 

Além de França, participaram da reunião, o ministro Federal do Exterior da Alemanha, Heiko Maas; o ministro dos Negócios Exteriores da Índia, Subrahmanyam Jaishankar; e o ministro dos Negócios Estrangeiros do Japão, Motegi Toshimitsu. 

BOLSAS E CÂMBIO 

Confira os números do mercado europeu: 

  • STOXX 600 (STOXX): +0,92% (467,48) 
  • DAX (GDAXI): +0,88% (15.643,97) 
  • FTSE 100 (FTSE): -0,07% (7.078,35) 
  • CAC 40 (FCHI): +0,98% (6.701,98) 
  • FTSE MIB (FTMIB): +1,41% (363,67) 

Na Ásia, os índices Hang Seng e Nikkei 225 não abriram nesta quarta-feira. Confira os números do mercado asiático: 

  • Hang Seng (HK50): 0,00% (24.510,98)  
  • KOSPI (KS11): -0,41% (3.127,58) 
  • Shanghai Composto (SSEC): +0,38% (3.642,22)  
  • Nikkei 225 (N225): 0,00% (30.381,84) 
  • Shanghai Shenzhen CSI 300 (CSI300): +0,65% (4.853,20) 

Confira os números do mercado norte-americano: 

  • Dow Jones (DJI): +1,48% (34.764) 
  • S&P 500 (SPX): +1,21% (4.448) 
  • Nasdaq Composto (IXIC): +1,04% (15.052) 

Confira a cotação das principais moedas estrangeiras: 

  • Dólar: +0,09% (R$ 5,30) 
  • Euro: +0,49% (R$ 6,23) 

Imagem em destaque: O Globo / divulgação 

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