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Quer sair da poupança? A Smart Money te ajuda

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Você quer começar a investir mas não sabe como? Guardou o seu dinheiro na poupança e agora quer procurar formas mais eficientes para valorizar suas economias? Este guia da Smart Money irá te auxiliar no processo.

Primeiramente, é necessário pontuar que, nas condições atuais, a poupança dá prejuízo aos brasileiros. O rendimento da caderneta em 2020 foi de 2,11%, enquanto o IPCA, índice oficial da inflação no Brasil, fechou o ano em 4,59%. Isto significa que o dinheiro guardado em poupança pelos brasileiros em 2020, na verdade, se desvalorizou.

A poupança é a principal escolha dos brasileiros na hora de fazer o dinheiro render, mais de 80% dos brasileiros afirmam possuir economias guardadas na caderneta. A praticidade e a segurança da poupança são grandes trunfos da mesma, mesmo sendo a forma de investimento mais desaconselhada por especialistas do setor financeiro.

A pandemia de COVID-19 também afastou investidores de outras formas de aplicações e atraiu ainda mais pessoas para a poupança. As frequentes quedas do Ibovespa e a maior volatilidade no mercado de ações afugentou investidores mais conservadores que buscam nas suas aplicações um menor risco.

Mas mesmo em um cenário volátil, existem opções mais rentáveis que a velha caderneta de poupança. Para os mais conservadores, há opções seguras o suficiente para substituir a comodidade da poupança.


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A seguir, preparamos uma lista com as principais alternativas à poupança para o investidor que procura fazer seu dinheiro ser mais rentável:

CDB

Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) são papéis de renda fixa, emitidos com objetivo de captar recursos. Ao investir em CDBs, o investidor está, na prática, emprestando seu dinheiro a bancos, que necessitam da captação desta renda. Existem três modalidades de CDBs, sendo elas: Prefixado, Pós Fixado e Mistos.

As CDBs com rendimento pré-fixado são aquelas em que o investidor conhece as taxas de rendimento, estabelecidas já antes da aplicação. As CDBs pós fixadas são aplicações com taxas de rendimento que acompanham o CDI e, consequentemente, a Selic.

Já as CDBs mistas são aquelas que têm uma taxa pré-estabelecida antes do início da aplicação e também são acompanhadas de um indexador. No caso das aplicações IPCA+, por exemplo, o rendimento é atrelado ao índice de inflação oficial do país.

Fundos de Investimento

Os fundos de investimentos são uma modalidade de investimento em grupo, onde os investidores entram com um aporte e os investimentos são administrados por um gestor. Os ganhos dos fundos de investimento, assim como possíveis prejuízos, são distribuídos proporcionalmente entre os investidores.

Quando um investidor aplica seu dinheiro em um um fundo de investimento, ele está, na verdade, adquirindo uma participação no mesmo, que lhe dá direito a uma cota. Cada cota tem suas características, que podem variar diariamente de acordo com a natureza do fundo, a estratégia do gestor e a entrada e saída de recursos, por exemplo.

Os fundos podem ser constituídos por uma ampla variedade de ativos, desde ações até títulos de dívida pública e investimentos no exterior.

Em fundos de ações, por exemplo, pelo menos 67% dos investimentos devem ser feitos em ações negociadas em bolsas de valores ou balcões. O restante do patrimônio pode ser investido em outros ativos. Fundos de ações têm uma rentabilidade maior a longo prazo, já que a volatilidade do mercado de ações pode ser um problema para investidores com objetivos a curto prazo.


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Os fundos cambiais são fundos de investimento são títulos que têm a variação de moedas estrangeiras como forma de rendimento. Os títulos cambiais são bastante atrativos para aqueles que buscam proteger seus investimentos de possíveis altas de moedas estrangeiras, principalmente do dólar. São fundos de investimentos bastante atrativos para pessoas com planos de viagem para o exterior também.

Os títulos de renda fixa são constituídos por ativos com rentabilidade fixada, com condições estabelecidas anteriormente à aplicação. Não há alterações nas condições do investimento após o investidor aplicar seu dinheiro. Pelo menos 80% do investimento em fundos de renda fixa deve ser feito em ativos de renda fixa, sejam eles pré-fixados ou pós-fixados. Os outros 20% podem ser aplicados em derivativos, que podem pressionar positivamente o rendimento das carteiras.

Existem ainda os fundos multimercado, que são fundos com carteiras mais diversificadas, com investimento cobrindo ativos presentes nas outras modalidades de fundos.

Previdência Privada

Entre muitos brasileiros, existe o medo de que a aposentadoria garantida pelo governo federal seja insuficiente para garantir tranquilidade na velhice. Assim, uma parcela da população opta por investir em um plano de previdência privada. A aplicação, como se deve esperar, é um investimento com retorno a longo prazo.

A previdência privada é composta por fundos de investimento especiais. Estes podem ser ofertados por empresas a seus funcionários ou contratados diretamente pelo trabalhador. O serviço é prestado através de seguradoras, que ficam encarregadas de garantir o pagamento aos contribuintes uma vez que encerrados os pagamentos. O pagamento pode ser feito de diversas maneiras, desde um resgate integral do valor investido até parcelas mensais, que podem ser pagas de forma vitalícia.

Tesouro Direto

Títulos de tesouro direto são formas de aplicação atreladas à dívida pública brasileira. Na prática, o investidor está emprestando dinheiro diretamente ao governo federal, amplamente considerado o melhor pagador do mercado. Por isso, os títulos do tesouro são considerados as aplicações mais seguras do mercado financeiro e, pela baixa volatilidade e insegurança, são uma das formas de investimento mais atrativas.

Existem diversas modalidades de títulos do tesouro direto, com diferentes condições de rendimento e pagamento. O rendimento do investimento pode ser atrelado a diferentes referenciais, como a taxa de juros básica (Selic) ou o  Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial da inflação brasileira.

Para o investidor que procura se sustentar com os rendimentos das aplicações em tesouro direto, o mais recomendado por especialistas é a contratação de títulos com pagamentos de juros semestrais, como o IPCA+ com Juros Semestrais. Títulos como esse pagam uma parte dos rendimentos aos investidores, que não precisam esperar pelo fim da aplicação para resgatar o dinheiro.

Há ainda os títulos prefixados, que têm uma taxa fixa definida no momento da contratação. Essa modalidade de títulos é especialmente recomendada em momentos em que a taxa de juros básica está em níveis elevados, onde o consumidor consegue garantir um rendimento favorável e proteger sua aplicação contra quedas na Selic, como o cenário atual no Brasil.

Por fim, lembre-se: é necessário bastante estudo, bastante pesquisa, para escolher qual tipo de investimento é melhor para você. Tenha calma e, se necessário, consulte um profissional capacitado para lhe auxiliar no início da sua jornada no mundo dos investimentos.

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