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Bolsonaro defende modernização da OMC; Japão prorroga estado de emergência; mercado internacional e mais

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BOLSONARO DEFENDE MODERNIZAÇÃO DA OMC 

Em evento online nesta sexta-feira (9), o presidente Jair Bolsonaro defendeu uma “reforçada cooperação” entre os países do Brics em prol de uma modernização da Organização Mundial do Comércio (OMC). A fala foi feita durante a 13ª reunião do bloco comercial, que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. 

“Para responder aos desafios do século XXI, precisamos de sistema multilateral de comércio aberto, transparente, não discriminatório e baseado em regras mutuamente acordadas e estabelecidas”, apontou o presidente brasileiro. 

A reunião da cúpula do Brics foi feita por videoconferência. O discurso de Bolsonaro foi postado posteriormente na página oficial da Presidência. 

O presidente brasileiro ainda destacou que a cooperação com a China está sendo crucial para controlar a pandemia de Covid-19 no Brasil. Parte dos insumos para as vacinas atualmente aplicadas no Brasil, como a CoronaVac, é importada do país asiático. 

“Esta parceria se tem mostrado essencial para a gestão adequada da pandemia no Brasil, tendo em vista que parcela expressiva das vacinas oferecidas à população brasileira é produzida com insumos originários da China”, apontou. 

JAPÃO PRORROGA ESTADO DE EMERGÊNCIA 

O primeiro-ministro japonês, Yoshihide Suga, anunciou hoje a prorrogação do estado de emergência em Tóquio. Segundo ele, embora o número de casos esteja em queda, ainda há muitos pacientes internados em estado grave com Covid-19. 

O estado de emergência será válido até o final deste mês na região da capital japonesa e também em Osaka, no oeste do país. Atualmente vivendo uma quinta onda da Covid-19, cerca de 80% da população do Japão está vivendo em áreas em estado de emergência. O primeiro-ministro ainda citou planos para começar a aliviar as restrições a partir de outubro. 

“A inoculação de todos aqueles que desejam ser vacinados será finalizada em outubro ou novembro”, apontou. “E a partir de então, poderemos amenizar as restrições usando provas de vacinação ou resultados de exames”. 

Já o ministro da Saúde japonês, Norihisa Tamura, declarou que ainda não é o momento de se retirar o estado de emergência, mesmo com avanços no combate a pandemia. “Acredito que estamos começando a ver resultados, mas ainda é cedo demais para abaixarmos a guarda”, disse. 

No Japão, o estado de emergência tem como foco pedir ao comércio que controle o fluxo de clientes, ou que restaurantes fechem mais cedo para evitar a proliferação do vírus. Também é incentivado que os trabalhadores trabalhem de casa quando possível. Segundo fontes, o governo japonês pretende compensar empresas que respeitem as recomendações das autoridades de saúde do país. 

OMS PEDE QUE 3ª DOSE DE VACINA SEJA APLICADA SÓ EM GRUPOS DE RISCO 

(Agência Brasil) A Organização Mundial da Saúde (OMS) apelou aos países com taxas elevadas de vacinação contra a covid-19 que não avancem com uma terceira dose até o fim do ano. 

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, explicou que o objetivo é reduzir a desigualdade mundial na distribuição de imunizantes. 

Em entrevista coletiva na sede da instituição em Genebra, Tedros Adhanom lembrou que não há, a essa altura, evidência de uma terceira dose, com exceção dos grupos de maior risco. 

O objetivo global da OMS é que cada país vacine pelo menos 10% de sua população até o fim deste mês, 40% até o fim do ano e que 70% da população mundial estejam imunizados até meados do próximo ano. 

Nessa quarta-feira (8), a Irlanda anunciou que vai avançar com a terceira dose da vacina contra a covid-19 para os idosos. 

AFEGANISTÃO: TALIBÃS AUTORIZAM SAÍDA DE 200 ESTRANGEIROS 

Cerca de 200 pessoas, de nacionalidade americana e de outros países, devem sair nesta quinta-feira (9) do Afeganistão, em voos charter que vão partir do aeroporto de Cabul. Ainda não se sabe se os estrangeiros que partem agora estavam entre as centenas de pessoas concentradas há dias no aeroporto de Mazar-i-Sharif, onde continuam seis aviões na pista, mas sem autorização para levantar voo. 

A saída dos civis estrangeiros, que não conseguiram partir do Afeganistão durante a ponte aérea das últimas duas semanas de agosto – período durante o qual foram transportadas 124 mil pessoas –, foi anunciada por um representante do governo norte-americano.. A fonte, que pediu anonimato, disse que a partida foi autorizada pelos talibãs após pressão do representante especial dos Estados Unidos (EUA) Zalmay Khalilzad. 

Esta será a primeira vez que voos internacionais são organizados a partir do aeroporto de Cabul, desde que os militares estrangeiros deixaram o Afeganistão no final de agosto, na sequência da tomada da capital pelos radicais islâmicos. 

O anúncio foi feito dois dias após a apresentação do governo interino, que não correspondeu às expectativas da comunidade internacional. O governo interino afegão é composto principalmente por homens da etnia pashtun, incluindo suspeitos de terrorismo e radicais islâmicos. A composição do governo foi interpretada pelos governantes ocidentais como mais um sinal de que os talibãs não pretendem adotar uma atitude moderada, como prometeram antes da saída dos militares estrangeiros. 

O anúncio da composição do novo governo afegão mereceu declarações de desapontamento da União Europeia e a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki afirmou que os talibãs não são membros respeitados da comunidade internacional. 

BOLSAS E CÂMBIO 

Confira os números do mercado europeu: 

  • STOXX 600 (STOXX): -0,06% (467,58) 
  • DAX (GDAXI): +0,08% (15.623,15) 
  • FTSE 100 (FTSE): -1,01% (7.024,21) 
  • CAC 40 (FCHI): +0,24% (6.684,72) 
  • FTSE MIB (FTMIB): +0,13% (25.909,83) 

Confira os números do mercado asiático: 

  • Hang Seng (HK50): -2,30% (25.716,00) 
  • KOSPI (KS11): -1,53% (3.114,70) 
  • Shanghai Composto (SSEC): +0,49% (3.693,13) 
  • Nikkei 225 (N225): -0,57% (30.008,19) 
  • Shanghai Shenzhen CSI 300 (CSI300): -0,04% (4.970,01) 

Confira os números do mercado norte-americano: 

  • Dow Jones (DJI): -0,43% (34.879,38) 
  • S&P 500 (SPX): -0,46% (4.493,28) 
  • Nasdaq Composto (IXIC): -0,25% (15.248,30) 

Confira a cotação das principais moedas estrangeiras: 

  • Dólar: -1,96% (R$ 5,22) 
  • Euro: -1,90% (R$ 6,17) 

Imagem em destaque: G1 / divulgação 

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