Internacional

Inflação e PIB na Zona do Euro surpreendem negativamente o mercado

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Caminhando para uma possível recessão, os dados econômicos recentes da Zona do Euro surpreenderam negativamente o mercado na madrugada desta segunda-feira (31). 

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) preliminar de outubro teve expansão de 1,5% na taxa mensal, de acordo com dados da Eurostat. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice foi um recorde de 10,7%, acima dos 10,2% projetados pelo mercado. 

Apesar dos dados serem preliminares, uma inflação acima do esperado pode significar que a crise energética, a principal vilã da alta dos preços na Europa em 2022, está causando danos um pouco piores que previamente previstos. 

Abaixo, acompanhe a variação da inflação desde 2012. A linha laranja representa a alta no custo energético: 


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Os custos energéticos na Zona do Euro subiram 41,9% na taxa anual dos dados preliminares de outubro, acima dos 40,7% do mês imediatamente anterior. Alimentos, álcool e tabaco também aceleraram em outubro, de 11,8% para 13,1% na taxa anual. 

O núcleo da inflação (IPC-Núcleo), que exclui os custos energéticos e de alimentos, subiu 6,4% nos dados preliminares de outubro. É uma aceleração ante os 6% de setembro. 

O Produto Interno Bruto (PIB) do Euro também surpreendeu o mercado negativamente, subindo 0,2% preliminarmente no terceiro trimestre do ano na taxa trimestral. O mercado estava aguardando por uma expansão trimestral de 1%. 

Ambos os dados divulgados hoje corroboram com as suspeitas do mercado de que a inflação deve seguir um problema no continente na medida em que a crise energética avança. Além disso, para especialistas, a recessão já é um cenário de certeza. 

A crise energética também ainda não tem data para acabar. A guerra na Ucrânia segue preocupando o mundo, enquanto os principais gasodutos que ligam a Rússia com a Europa seguem parados. 

No momento, a União Europeia (UE) está em uma corrida contra o tempo para a montagem de estoques para o inverno. Embora esteja cumprindo a meta, a preocupação fica para a capacidade de consumo da população europeia, que deve gastar muito mais para conseguir aquecer as casas com gás natural. 

A preocupação do mercado é que o próximo ano também seja muito difícil para a Europa, apesar das recentes desacelerações nos custos de gás. Os contratos para dezembro do TTF holandês chegaram a custar € 340 por megawatt-hora durante a guerra, mas custa € 122 hoje. 

Mesmo assim, o custo segue muito elevado se comparado com os custos de outubro do ano passado, quando o megawatt-hora custava menos de € 40. 


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Juan Tasso - Smart Money

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