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Petrobras promove reajuste e gasolina e gás de cozinha aumentam em 7,2%

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A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (08) que a gasolina e o gás de cozinha (GLP) sofrerão um novo reajuste nas refinarias. Ambos devem aumentar em 7,2% a partir de sábado. 

O preço médio da gasolina passará a ser de R$ 2,98 por litro por litro, um reajuste de R$ 0,20. No caso do GLP, o preço passará de ser de R$ 3,86 por kg, um ajuste de R$ 0,26 por kg. Agora, o preço do botijão de 13kg deve ser de R$ 50,15. 

Com o aumento, a gasolina acumula alta de 62% em 2021. Quanto ao GLP, o aumento é de 48%. 

“Esses ajustes são importantes para garantir que o mercado siga sendo suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento”, diz a estatal. 

O aumento deve pressionar ainda mais o IPCA, conhecido como a inflação oficial brasileira. No mês de setembro, a alta de 1,16% na inflação foi pressionada principalmente pelos combustíveis (2,43%) e energia elétrica (6,47%). 

Abaixo, acompanhe a variação do preço da gasolina nas refinarias: 

Segundo a estatal, os reajustes nos preços acontecem devido a variação no mercado internacional. Outro agravante é a desvalorização do Real ante o Dólar, fazendo com que os preços dos combustíveis fiquem ainda mais altos. 

A situação da alta nos preços fez com que a Petrobras criasse um cabo de guerra com os estados da federação. Atualmente, apenas R$ 2,18 do preço por litro da gasolina é de responsabilidade de estatal. 

O restante dos preços, que fazem a gasolina custar em média R$ 6,092 por litro dos postos de combustíveis de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), se referem às tributações federais e estaduais, além dos custos na distribuição. 

Segundo a petroleira, a maior contribuição no alto custo da gasolina é de responsabilidade do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos estados. Os governadores, por outro lado, dizem que a alíquota não é modificada há muito tempo. 

Enquanto isso, o governo federal tenta encontrar medidas para tentar conter o alto custo. Uma proposta enviada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), obriga que o cálculo do ICMS passe por uma reforma. 

Hoje em dia, o imposto é calculado através de um preço de referência, o PMPF, que é ajustado a cada 15 dias de acordo com os preços vigentes dos combustíveis. De acordo com a proposta do parlamentar, o ICMS reincidirá através de uma média dos últimos dois anos. 

Foto: Reuters / Reprodução

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