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PIB cai no 2º trimestre e apresenta alta de 7,7% no 3º trimestre

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O PIB brasileiro, após registrar uma queda no 2º trimestre, auge da pandemia do Covid-19, retomou crescimento no 3º, apresentando uma alta de 7,7% em relação ao 2º. Porém, analistas apontam que o crescimento ficou abaixo do esperado. A divulgação dos dados aconteceu nesta quinta-feira (3), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  

A Refinitiv – fornecedora global de dados e infraestrutura do mercado financeiro, apontou um conjunto de projeções de economistas, de alta de 9% no 3º trimestre, em comparação ao 2º e uma queda de 9,6% em relação ao 1º. No 2º trimestre, a queda esperada era de 9,7%, a qual foi revisada. 

Porém, a projeção compilada pela Bloomberg – empresa de tecnologia e dados para o mercado financeiro – era de que o PIB tivesse crescimento de 8,7% na comparação trimestral. Mas de acordo com os números alcançados agora pelo PIB, este encontra-se no mesmo nível de 2017, apresentando uma perda acumulada nos três primeiros trimestres de 5% em relação a igual período de 2019.

O estudo do IBGE demonstra ainda um crescimento de 14,8% no setor da indústria, com os serviços registrando um restabelecimento de 6,3%. Já a agropecuária, embora leve, também apresentou queda, de 0,5%. Se comparado ao igual período do ano passado, o PIB teve um encolhimento de 3,9%, representado em valores, por R$ 1,891 trilhões.

O crescimento no auge da pandemia – registrado entre abril e junho – foi muito pequeno, salientam os analistas econômicos. Segundo eles, o mercado sentiu uma recuperação entre os meses de julho e setembro, contra os meses de abril e junho. Os economistas apontam, no entanto, uma queda, se levada em conta a taxa interanual, que aponta 3,9% no acumulado do ano, com registro de queda ainda em evolução, nos setores da Indústria e dos Serviços. Os especialistas apontam que o único crescimento vem da Agropecuária, liderada pela soja.

No trimestre, a expansão do PIB foi causada, principalmente, pelo desempenho da Indústria, com destaque para o crescimento de 23,7% no setor de Transformação. Houve o apontamento de altas em Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (8,5%), Construção (5,6%) e Indústrias extrativas (2,5%).

Aliás, observa-se que o destaque foi a Indústria de Transformação, até por ter registrado uma queda acentuada no 2º trimestre, de -19,1%, tomando-se como base as restrições de funcionamento. A Indústria cresceu como um todo 14,8%, e a de Transformação 23,7%. Mesmo assim, houve um retrocesso ao nível do 1º trimestre, analisam os peritos do IBGE.

Com maior peso na economia, o setor de Serviços – que chegou a cair 9,4% no 2º trimestre, porém com uma recuperação de 6,3% no 3º trimestre – apresentou crescimento em todos os segmentos, incluindo Comércio (15,9%), Transporte, armazenagem e correio (12,5%), Outras atividades de serviços (7,8%), Informação e comunicação (3,1%), Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (2,5%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,5%) e Atividades imobiliárias (1,1%).


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Observa-se ainda que mesmo com uma recuperação, o setor de Serviços não recuperou o patamar do 1º trimestre. O registro de uma queda tanto na oferta quanto na demanda, cujo principal fator apontado foi a pandemia, se deu mesmo com as restrições de funcionamento mais brandas, as pessoas ainda ficam receosas para consumir, principalmente os serviços prestados às famílias, como alojamento, alimentação, cinemas, academias e salões de beleza. Quanto à variação negativa de 0,5% na Agricultura, este é considerado apenas um ajuste de safra, pois houve um crescimento de 2,4% no acumulado do ano, frente a uma queda de 5,1% na Indústria e 5,3% dos Serviços. 

Se considerada a despesa, o peso maior é o consumo das famílias (65%), que teve expansão de 7,6%. Os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) cresceram 11%, porém no acumulado do ano, a queda é de 5,5%. E o país ainda tem investimento em equipamentos importados e como o dólar está alto, a influência é para baixo. As Exportações de Bens e Serviços tiveram queda de 2,1%, enquanto que as Importações de Bens e Serviços caíram 9,6% em relação ao 2º trimestre de 2020. Novamente o câmbio é apontado como fator responsável.

A baixa na economia, aliado a desvalorização do câmbio, faz com que a importação caia. Mas a exportação também não cresceu. Aqui a responsabilidade recai sobre os ombros dos parceiros comerciais. Despencaram ainda, segundo o IBGE, o transporte aéreo de passageiros.

CRESCIMENTO

Na comparação anual entre os setores, apenas a agricultura registra alta, de 0,4%, puxada pelo crescimento da produção e ganho de produtividade da atividade agrícola. Os destaques são café (21,6%), cana de açúcar (3,6%), algodão (2,5%) e milho (0,3%). A Indústria registrou queda de 0,9%. A Construção apresentou queda no volume do valor adicionado (-7,9%), corroborada pela queda na ocupação nessa atividade. 

O setor de serviços, que têm um peso de 73% no PIB, teve retração de 4,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior, com destaque para a queda de Outras atividades de serviços (-14,4%) e Transporte, armazenagem e correio (-10,4%). Caiu também o setor de Administração, que inclui defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (-5,4%), Comércio (-1,3%), Informação e comunicação (-1,3%). No registro de crescimento entram as Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (6,0%) e Atividades imobiliárias (2,7%).

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